Panela sem Pressão

Foto 1: Shaq Johnson do Flamengo é marcado por Mogi do Bauru(Crédito: Andrews Clayton/Bauru Basket)

A semana é decisiva para o Flamengo. O time da Gávea encara duas vezes o arquirrival Sesi-Franca: uma pelo NBB, no dia 15, terça-feira, e outra pela semifinal da Basketball Champions League Américas, na sexta, dia 18. Isso para tentar a vaga na grande final, no dia 19, sábado, contra o vencedor da partida entre Boca Juniors e Instituto Córdoba. Vencer hoje o Bauru garantiria a segunda colocação do NBB, e o jogo de terça contra o Franca viraria um amistoso.

E foi exatamente isso que os comandados do técnico Sérgio Hernandez fizeram. O Flamengo foi ao ginásio Panela de Pressão e venceu o time da casa por 88 a 84. O jogo, que marcava a partida número 600 dos bauruenses, era crucial para ambos os times. O Bauru precisava vencer para se desgarrar do complicado grupo que vai do 4º ao 7º colocado no NBB — times com 16 vitórias — e chegar ao decisivo jogo de quinta-feira contra o Vasco com menos pressão. Não deu para o time de Alex. O Flamengo foi melhor, mesmo quando esteve em situações complicadas na partida. O time do armador Alexey Borges manteve o controle.

Novamente, Alexey foi o destaque, com 25 pontos e 7 assistências. Shaq Johnson esteve bem (16 pontos), mas deu um susto na torcida rubro-negra ao errar dois lances livres com 17 segundos restantes, com o placar em 87 a 84 para o Flamengo. Jonathan Luz foi fundamental e pegou o rebote que decidiu a partida. Pelo lado do Bauru, o time teve Andrezão como principal arma. Alex (8 pontos) e Brite (12 pontos) estiveram bem apagados.

Nem tudo são boas notícias para o Flamengo de Sérgio Hernandez. Mais uma vez, a defesa do time não conseguiu parar o pivô adversário. Isso já havia acontecido contra Brunão, do Paulistano (lembre aqui), e hoje, contra o Bauru, com Andrezão (23 pontos, 13 rebotes e 6 assistências). O Flamengo encara agora Wesley, do Franca, que já deu trabalho na final do NBB no ano passado. Ponto total de atenção aqui para os rubro-negros.

Como o jogo de terça virou um “amistoso de luxo”, o Flamengo tem que fugir das armadilhas de um jogo como esse. Sair de Franca com um resultado acachapante pode influenciar nos humores da torcida para o jogo de sexta, a semifinal da BCLA. E o Flamengo vai precisar de cada um dos seus torcedores para vencer o Franca na sexta.

Por enquanto, o adversário do Flamengo nos playoffs do NBB é o Caxias. O time do Sul ainda tem dois jogos a disputar (Corinthians e Pinheiros — 16 e 18 de abril), fora de casa.

Oscilando até o Fim

Franco Balbi ataca a cesta na vitória contra o Paulistano (Crédito: Paula Reis/CRF)

O Rio de Janeiro se despediu da temporada regular do NBB 17 na manhã deste domingo, dia 6 de abril, com a partida entre Flamengo e Paulistano. Um domingo de outono, chuvoso e com jogo no Maracanã do Fluminense à tarde.

Foram 794 espectadores para ver um Flamengo que, ainda em busca de uma identidade, tenta se encontrar em meio à reta final. “Ainda estamos nos adaptando com o Sérgio (Hernandez – atual técnico do Flamengo). Foi uma mudança muito drástica. Uns jogos vamos bem, outros bem mais ou menos”, comentou um sincero Jonathan Luz na saída da partida.

E é exatamente isso. O Flamengo não oscila somente em alguns jogos — o time oscila em todos. O roteiro parece sempre o mesmo: começa mal, com dois primeiros quartos bem abaixo, faz um terceiro quarto muito bom e deixa o adversário “chegar” nos momentos finais do último período. Nada muito diferente do que se viu na vitória de hoje sobre o Paulistano: 70 a 63.

Foi a quarta vitória seguida do time, que agora parte para três partidas complicadas: enfrenta o Brasília (terça às 20h30), Bauru (domingo, dia 13) e fecha a temporada regular contra o Franca, no dia 15.
Depois, vem o Final Four da BCLA nos dias 18 e 19 — e há uma novela aqui, já que teremos Flamengo e Vasco no Maracanã nesse mesmo fim de semana. Aguardemos os próximos capítulos.

O Flamengo começou errando demais — foram 6 erros só no primeiro período — e viu o pivô Brunão, destaque absoluto da partida, dominar o garrafão e os rebotes dos dois lados da quadra. O Paulistano aplicava uma defesa forte e, se tivesse Kevin Crescenzi em um dia melhor nas finalizações, poderia ter complicado ainda mais o jogo.

Falando em pontuação, Shaq Johnson voltou a ter uma atuação abaixo: 1/4 nos arremessos de quadra e errou os 3 de três pontos. Foram dois períodos muito abaixo do Flamengo. E o que isso significa? Períodos abaixo do armador Alexey Borges. Quando Alexey não está bem, o time empaca.

Como tem sido frequente, no terceiro período a história mudou de figura. Alexey marcou nove pontos e o Paulistano começou a ter dificuldades na conversão dos arremessos. No quarto período, o Flamengo chegou a abrir uma vantagem confortável de 8 pontos, quando, mais uma vez, viu o adversário encostar no placar com apenas 3 minutos por jogar.
Desta vez, porém, o susto foi menor, e o Flamengo conseguiu administrar o resultado até o fim: vitória por 70 a 63.


Destaques da Partida

Flamengo:
Jordan Williams – 16 pontos
Alexey Borges – 13 pontos

Paulistano:
Brunão – 17 pontos / 20 rebotes

Seguindo a fórmula

Matheusinho do Botafogo tenta atrapalhar o arremesso de Shaq Johnson Sr. do Flamengo (crédito: Hermes de Paula / CRF)

Flamengo e Botafogo se enfrentaram no último sábado (29) pelo returno do NBB 17, em uma partida que refletiu com precisão o momento de cada equipe na competição. Enquanto o Botafogo tenta extrair o máximo do talento disponível em quadra, o Flamengo continua apresentando dificuldades no início das partidas. Os times parecem seguir uma fórmula pré-definida.

Não há como esperar grandes mudanças neste momento da temporada. Estamos nos aproximando dos playoffs do NBB e do Final Four da BCLA. As surpresas e ajustes típicos de temporada regular já ocorreram — ou não, como é o caso do Botafogo. Infelizmente, para o torcedor alvinegro, a classificação para os playoffs ficou bastante complicada. A situação é preocupante. O Fogão tem uma tabela dificílima: joga em casa contra Paulistano e São Paulo e encerra a temporada regular enfrentando apenas Franca, Minas e Bauru. Para se classificar, o time precisa vencer, no mínimo, os dois confrontos em casa e torcer por tropeços de Mogi e Caxias. É possível, mas o Botafogo costuma se perder em momentos-chave, como aconteceu na partida contra o Flamengo.

Já o Flamengo enfrenta uma crise de identidade. O time ainda não assimilou completamente o estilo do técnico Sérgio “Oveja” Hernández e parece sentir a sombra de Gustavo de Conti em sua mentalidade. A defesa, um dos pilares da equipe, teve uma queda visível de rendimento. Um exemplo claro foi a partida de sábado contra o Fogão: o rubro-negro sofreu 26 pontos logo no primeiro período. Contra Vasco e Botafogo, o Flamengo conseguiu virar o jogo, mas diante de adversários mais fortes, como o Minas, acabou sendo derrotado de maneira acachapante (94 a 70). O alerta amarelo está ligado na Gávea.

Os dois primeiros quartos só não foram uma tragédia completa para o Flamengo porque Shaq Johnson Sr., o melhor jogador em quadra, estava inspirado. Foram 15 pontos, com 4/5 nos arremessos de três pontos, fundamentais para manter o time na partida. No caminho para o vestiário, a equipe sabia que não estava com a intensidade necessária — tanto que demorou a retornar para a quadra no terceiro período.

Mesmo com uma melhora no início do quarto, o Botafogo, liderado por Matheusinho, seguiu incomodando o Flamengo, que teve uma atuação discreta de seu melhor jogador, o armador Alexey Borges (4 pontos e 8 assistências). As equipes entraram no último período com uma vantagem de apenas dois pontos para o Flamengo: 63 a 61. Contudo, para poupar Matheusinho, o técnico Sebá Figueredo foi obrigado a tirá-lo no começo do quarto. A ausência de Matheusinho, somada a decisões questionáveis da arbitragem, resultou em um desastre. Em apenas cinco minutos, o Flamengo emplacou uma corrida de 19 pontos, com bolas de três de Siewert e Jordan Williams, praticamente selando a vitória.

Seguindo o roteiro já conhecido deste time do Fla, os jogadores pareciam ter dado a partida como ganha com 3:27 restantes no relógio. Bastou uma sequência de 8 pontos de Derrick para que os 690 torcedores do Fogão voltassem a acreditar em uma virada. Mas não foi suficiente. Final de jogo: Flamengo 92, Botafogo 85.

Destaques da Partida:

Flamengo:
Shaq Johnson Sr. – 23 pontos (5/6 tres pontos)

Botafogo:
Derrick – 19 pontos
Matheusinho – 19 Pontos


Bem-vindo a arbitragem do NBB, Oveja! A arbitragem do jogo conseguiu tirar o técnico do Flamengo do sério na tarde de ontem. No lance em questão, Matias, pivô do Botafogo, pegou um rebote e disputou com diversos jogadores do Fla. Bola Presa, voce diz. Não. Matias chegou a cair no chão, sem nenhum jogador do Fla tocar no Botafoguense e ficar uns bons 7 segundos deitado segurando a bola junto ao corpo. Ao perceber que o juizão não ia apitar os 3 segundos, Matias, espertamente, passou a bola. Na sequencia, Alexey recuperou e passou para Jordan Williams que perdeu a enterrada depois de um toque de Felipe Motta. Era tanta coisa para reclamar que Oveja enlouqueceu. E com razão.


Kaio Gonçalves exagerou na “pimenta”…


Uma diferença ficou clara entre o estilo de Oveja e Gustavo de Conti. No final da partida, uma jogada, no mínimo duvidosa, entre Balbi e Matheusinho foi considerada falta contra o Flamengo. Oveja olhou para a arbitragem, mostrou o movimento de Matheusinho e ponderou com “no,no”. De Conti, neste ponto, iria até o final com uma longa discussão com a arbitragem.


Acompanhe aqui, as exclusivas pós-jogo com Matheusinho do Botafogo: