Domingo no Parque

Gui Deodato foi uma das chaves da vitória do Flamengo sobre o Corinthians (crédito: Beto Miller)

Flamengo, você troca a vitória no jogo 4 e uma semana de descanso por um complicado jogo 5, cercado de pressão?” Para alívio da torcida rubro-negra, a resposta foi: “Não!” Em jogo disputado no domingo, 18 de maio, às 10 da manhã (?!?!), o Flamengo venceu o Corinthians por 80 a 78, fez 3 a 1 na série e avançou para as semifinais do NBB 24/25.

Como na brincadeira matutina de Silvio Santos, foi com emoção que o Flamengo passou. Como tem sido hábito nestes playoffs, o time de Sérgio Hernández teve uma excelente atuação fora de casa. Corrigindo: excelente nos dois primeiros períodos (24 a 23 no primeiro e 24 a 15 no segundo). Com Gui Deodato bem nessa parte do jogo (fez 14 dos seus 18 pontos), o Flamengo foi para o intervalo vencendo por 16 pontos.

O Corinthians, que vinha fazendo um playoff muito bom, sentiu demais no segundo quarto e saiu para o intervalo com nuvens nebulosas sobre a cabeça. O cenário realmente não era bom para o Timão. A defesa do Flamengo limitou o time a 15 pontos no segundo quarto, e Elinho, seu principal jogador, teve uma manhã complicada (2/8 nos arremessos de quadra e 0/3 nas bolas de três).

Bastou o Alvinegro aumentar a intensidade para que o volume de ataque do Flamengo desaparecesse — e com ele, a vantagem de 16 pontos. Os quase 1.800 torcedores presentes no ginásio Wlamir Marques foram à loucura.

Alexey marcou a cesta que decretou a vitória do Fla (crédito: Beto Miller)

Quando o jogo chegou aos finalmentes e o aro ficou pequeno, o Flamengo entregou a bola ao seu melhor jogador: Alexey Borges. Após atuações bem abaixo nos jogos 2 e 3 — incluindo um jogo 2 em que saiu zerado —, o armador resolveu a partida com mais uma bela penetração, marcando a cesta que decretou o placar final de 80 a 78 e carimbou a passagem para as semifinais.

Até o momento, Brite, do Bauru, é o nome mais cotado para MVP da temporada. Faz sentido, pela constância do armador. Mas, desde que Alexey superou as lesões que o incomodaram no começo da temporada e do Super 8, o armador do Flamengo merece estar nessa conversa.

Sobre o Corinthians, o time precisa dar um descanso a Elinho. Ele é o motor da equipe, mas precisa respirar durante as partidas — e o elenco não conta com outro jogador capaz de manter o ritmo quando ele sai de quadra. Outro ponto importante: times de camisa precisam de um grande momento para consolidar um projeto de basquete. O Botafogo tem a Sul-Americana e o quarto lugar de 2019; o São Paulo tem a BCLA, o Super 8 e o time de Caboclo e Marquinhos em 2021. E o Corinthians? Se vencesse hoje e a série, o Timão estaria entre os quatro primeiros, com vaga na Sul-Americana ou na BCLA, e ainda teria uma vitória sobre o Fla para “levar” para a próxima temporada. Arrisco dizer: até o Corinthians ter esse momento, o projeto não vai empolgar. Está no caminho certo com a boa comissão técnica de Jece Leite. Falta pouco — mas paciência é um luxo que time de camisa não tem.

No oscilante Flamengo, a boa notícia é a consistente participação de Shaq Johnson Sr. Ele teve média de 15,5 pontos na série contra o Corinthians — fundamentais para essa passagem à semifinal.

Já na outra partida do dia, o Franca ouviu a mesma proposta do “Silvio” e mandou um sonoro “SIM”. O campeão do NBB tropeça nas suas cansadas pernas e perde o jogo 4 para o Pinheiros por 72 a 66. Os francanos decidem em casa o jogo 5, mas… não sei, não…

Destaques do Flamengo:
Alexey – 15 pontos / 6 assistências

Playoffs do NBB 2025

Os playoffs 2025 do NBB

Os playoffs do NBB estão prestes a começar, e aqui no Nas Quadras não poderíamos deixar passar batido esse momento decisivo da temporada. Para comentar os confrontos, recebi no nosso podcast o Gabriel Barros, do perfil Basquete Pelo Mundo (https://www.instagram.com/basquete_pelomundo/). Juntos, analisamos os destaques, as decepções e, claro, projetamos o que vem por aí no mata-mata. Confira aqui

Um formato simples e direto

O NBB tem uma fórmula acessível: 18 equipes disputam a temporada regular, e 16 se classificam para os playoffs. O primeiro enfrenta o 16º, o segundo pega o 15º, e assim por diante. A expectativa, como sempre, é de muita emoção — mesmo com alguns confrontos aparentemente desequilibrados.

O Botafogo de Matheusinho ficou fora dos playoffs (CRÉDITO DA FOTO: @Foto_WallaceLima / BFR)

Infelizmente para o basquete carioca, o Botafogo (17º) ficou de fora da fase final. A dura verdade é que o Botafogo se desclassificou em janeiro, com derrotas para Caxias, União Corinthians e Unifacisa. Foi uma temporada de poucos momentos de brilho para o alvinegro, que agora observa de fora a reta final. Sinal amarelo para o time alvinegro.


Surpresas e decepções da temporada regular

Tivemos duas boas surpresas do campeonato: Brasília e União Corinthians. Comandado por Dedé Barbosa, o Brasília foi além das expectativas e terminou em quarto lugar geral. Ponto para o competente técnico Dedé e coordenador Fúlvio. Já o União Corinthians começou bem, mas caiu de rendimento. Apesar disso, devido aos chaveamentos, são equipes que podem surpreender na pós-temporada.O Brasília (4º) joga com o São Paulo(13º) e o União Corinthians (7º) com o Corinthians(10º) 

O São Paulo de Ricardo Fischer teve uma temporada atibulada

No outro extremo, os times de “camisa” decepcionaram. Tirando o Flamengo, times de camisa como São Paulo (13º), Fortaleza(18º), Vasco(8º) e o próprio Corinthians(10º) não corresponderam. O São Paulo, por exemplo, começou bem, mas sofreu com lesões (como as de Fischer, Coelho e Faverani) e terminou a temporada em crise, com a saída do técnico Guerrinha.

O Vasco, que vinha de um quarto lugar na temporada passada, terminou em oitavo após uma campanha marcada por altos e baixos, com vitórias inesperadas (como contra o Minas) e tropeços improváveis (como contra o Mogi).


Séries para ficar de olho

Minas X Mogi: o favorito que ainda precisa provar

Líder da temporada regular, o Minas enfrentará o Mogi, 16º colocado. Em teoria, um confronto fácil. Mas, como lembrou Gabriel, “basquete é basquete” — se o Minas vacilar, pode sim perder jogo. Ainda assim, é o favorito disparado.

O questionamento é se o Minas conseguirá transformar o domínio da temporada regular em título. A equipe já bateu na trave em outras competições: foi vice no Super 8 e caiu nas quartas da BCLA. E mais uma vez, paira no ar o rumor: será esse o último ano do técnico Léo Costa?

Palpite da mesa: Minas 3 x0

Franca X Pato Basquete: clima estranho e pressão por resultado

O atual tricampeão Franca não vive seu melhor momento. Apesar de ter terminado em 3º, o time começou mal a temporada, sofreu derrotas pesadas (inclusive para o Flamengo na BCLA) e convive com um clima interno estranho.

Lucas Dias, principal nome da equipe, deu uma entrevista forte à Globo após a derrota na semifinal da BCLA: “Foi uma vergonha”. No mesmo jogo, o nervosismo da equipe ficou evidente — Lucas chegou a se irritar com uma jogada individual do Georginho, pedindo a bola desesperadamente.

Nos bastidores, o silêncio dos jogadores pós-jogo chamou atenção. Saíram rapidamente, evitando entrevistas. Apenas Didi e Wesley, com vínculos pessoais no Rio de Janeiro, falaram com a imprensa.

A saída de Jhonatan, líder silencioso dentro e fora de quadra, pode ter pesado mais do que o esperado. O Franca ainda tem elenco para chegar longe, mas precisa virar a chave — como fez no ano passado, após uma vitória sobre o Brasília, que mudou o rumo da temporada.

Falando um pouco do Pato Basquete, jogando em casa, no ginásio em Pato Branco, o time costuma crescer. A torcida próxima da quadra e o clima quase de caldeirão fazem do Pato um adversário duro, mesmo para gigantes como Franca.

Palpite da mesa: Franca 3 x 1


Cariocas nos Playoffs

Vasco x São José: duelo equilibrado e a despedida de Marquinhos

O Vasco conta com Marquinhos para os playoffs (Andrews Clayton/Bauru Basket)

O Vasco terminou a temporada regular em oitavo lugar e vai enfrentar o São José, nono colocado. Ou seja, confronto direto, equilibrado, que tem tudo para ir longe na série. O São José é treinado por Régis Marrelli, um dos grandes nomes da beira da quadra no Brasil.

Porém, todo o foco está em Marquinhos. O ala do Vasco está em sua “turnê de despedida”, o que gera uma pressão extra. O discurso é sempre de que jogador profissional tem que lidar com isso, mas na prática, é diferente. Cada jogo pode ser o último, e isso mexe com o emocional do elenco.

Se Paulichi, um dos principais nomes do time, não entrega sua média de pontos, por exemplo, será que ele pode sentir o peso de não ter ajudado a manter o ídolo em quadra por mais uma rodada. O mesmo vale para o Jamaal, que tem experiência, mas vem jogando no sacrifício após uma pancada no joelho.

Outro fator importante é o técnico Léo Figueiró. Ele costuma blindar o elenco, tenta manter a calma do grupo, mas sabe que esse clima da despedida pode virar tanto motivação quanto obstáculo.

Além disso, o chaveamento não ajudou. Se passarem pelo São José, o próximo adversário é o Minas — uma das potências da liga. Em compensação, o cruzamento com o Flamengo foi evitado, o que é sempre um alívio para o Vasco, principalmente por conta da pressão externa que uma derrota para o rival sempre gera dentro do clube.

O projeto do basquete vascaíno está em um ponto de virada. Com a aposentadoria do Marquinhos, os playoffs deste ano devem dar pistas do que esperar do time em 2025 e 2026.

Palpite da mesa: Vasco 3 x2


Flamengo x Caxias: um favorito sem pressão

De um lado, um time veterano com bons nomes e muita experiência, como Shamell, Larry Taylor e Betinho. Do outro, o campeão da BCLA, campeão do Super 8, e um dos times que encontrou uma leveza neste momento do campeonato: o Flamengo.

Jhonatan e Alexey são uns dos líderes deste “novo” Fla (Hermes de Paula / CRF)

Desde a chegada do técnico Sérgio Hernández, o rubro-negro mudou. O time da Gávea passou a ter uma identidade clara: defesa forte, pressão o tempo todo, contra-ataque veloz. A consistência aumentou depois da boa vitória sobre o Brasília (lembre aqui https://nasquadras.com/2025/04/09/o-flamengo-de-sergio-hernandez/), o rendimento cresceu e o alívio chegou ao vencer a BCLA (https://www.jb.com.br/esportes/nas-quadras/2025/04/1055184-deu-orgulho-a-nacao.html).

Os destaques são muitos: Gui Deodato está voando, até nas bolas contestadas. Jordan Williams e Shaq Johnson melhoraram muito na defesa. E Alexey… que fase! O armador, que já era bom, cresceu de forma absurda na segunda metade da temporada. MVP da BCLA, peça fundamental, leitura de jogo refinada, e agora até as bolas de três estão caindo.

O que mudou? A leveza. O time está mais solto, sem a pressão que rondava o projeto. Ganhar a BCLA tirou um peso enorme das costas da equipe e do clube. Hoje, o Flamengo joga por desejo, não por obrigação — o que torna o time ainda mais perigoso.

Palpite: Flamengo 3×0


📅 Confira as datas, horários e transmissões de cada série:


🏀 KTO/Minas (1º) x Desk Manager Mogi Basquete (16º)

  • Jogo 1: 26/04 (Sábado), 18h – Prof. Hugo Ramos
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 2: 29/04 (Terça), 19h – Arena UniBH
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 3: 01/05 (Quinta), 18h – Arena UniBH
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 4 (se necessário): 04/05 (Domingo), 11h – Prof. Hugo Ramos
    📺 A definir
  • Jogo 5 (se necessário): 07/05 (Quarta), 19h – Arena UniBH
    📺 A definir

🏀 R10 Score Vasco da Gama (8º) x São José (9º)

  • Jogo 1: 23/04 (Quarta), 19h30 – Farma Conde Arena
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 2: 26/04 (Sábado), 17h – São Januário
    📺 TV Cultura, YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 3: 28/04 (Segunda), 19h30 – São Januário
    📺 UOL, YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 4 (se necessário): 02/05 (Sexta), 19h30 – Farma Conde Arena
    📺 A definir
  • Jogo 5 (se necessário): 05/05 (Segunda), 19h30 – São Januário
    📺 A definir

🏀 CAIXA/Brasília (4º) x São Paulo (13º)

  • Jogo 1: 24/04 (Quinta), 20h – MorumBis
    📺 Dois Por Cento TV, NBB BasquetPass
  • Jogo 2: 28/04 (Segunda), 20h – Arena BRB/Nilson Nelson
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 3: 30/04 (Quarta), 20h – Arena BRB/Nilson Nelson
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 4 (se necessário): 03/05 (Sábado), horário a definir – MorumBis
  • Jogo 5 (se necessário): 06/05 (Terça), 20h – Arena BRB/Nilson Nelson
    📺 A definir

🏀 Bauru Basket (5º) x Paulistano/CORPe (12º)

  • Jogo 1: 22/04 (Terça), 20h15 – Gin. Antonio Prado Jr.
    📺 ESPN
  • Jogo 2: 25/04 (Sexta), 19h30 – Panela de Pressão
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 3: 27/04 (Domingo), 18h – Panela de Pressão
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 4 (se necessário): 30/04 (Quarta), 19h30 – Gin. Antonio Prado Jr.
  • Jogo 5 (se necessário): 03/05 (Sábado), 18h – Panela de Pressão
    📺 A definir

🏀 Flamengo (2º) x Caxias do Sul (15º)

  • Jogo 1: 23/04 (Quarta), 20h30 – Ginásio do Sesi
    📺 Sportv
  • Jogo 2: 27/04 (Domingo), 11h – Tijuca TC
    📺 Sportv
  • Jogo 3: 29/04 (Terça), 20h – Tijuca TC
    📺 Sportv
  • Jogo 4 (se necessário): 02/05 (Sexta), 20h – Ginásio do Sesi
  • Jogo 5 (se necessário): 05/05 (Segunda), 19h – Maracanãzinho
    📺 Sportv

🏀 União Corinthians (7º) x Corinthians (10º)

  • Jogo 1: 25/04 (Sexta), 20h – Wlamir Marques
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 2: 28/04 (Segunda), 20h – Gin. Arnão
    📺 ESPN
  • Jogo 3: 30/04 (Quarta), 19h30 – Gin. Arnão
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 4 (se necessário): 03/05 (Sábado), horário a definir – Wlamir Marques
  • Jogo 5 (se necessário): 06/05 (Terça), 19h30 – Gin. Arnão
    📺 A definir

🏀 Sesi Franca (3º) x Pato Basquete (14º)

  • Jogo 1: 24/04 (Quinta), 19h30 – Ginásio do Sesi
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 2: 29/04 (Terça), 20h – Pedrocão
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 3: 01/05 (Quinta), 19h – Pedrocão
    📺 ESPN
  • Jogo 4 (se necessário): 04/05 (Domingo), 11h – Ginásio do Sesi
  • Jogo 5 (se necessário): 07/05 (Quarta), 20h – Pedrocão
    📺 A definir

🏀 Pinheiros (6º) x Unifacisa (11º)

  • Jogo 1: 22/04 (Terça), 19h30 – Arena Unifacisa
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 2: 25/04 (Sexta), 20h – Ginásio Henrique Villaboim
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 3: 27/04 (Domingo), 11h – Ginásio Henrique Villaboim
    📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
  • Jogo 4 (se necessário): 01/05 (Quinta), 19h30 – Arena Unifacisa
  • Jogo 5 (se necessário): 04/05 (Domingo), 11h – Ginásio Henrique Villaboim
    📺 A definir

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Panela sem Pressão

Foto 1: Shaq Johnson do Flamengo é marcado por Mogi do Bauru(Crédito: Andrews Clayton/Bauru Basket)

A semana é decisiva para o Flamengo. O time da Gávea encara duas vezes o arquirrival Sesi-Franca: uma pelo NBB, no dia 15, terça-feira, e outra pela semifinal da Basketball Champions League Américas, na sexta, dia 18. Isso para tentar a vaga na grande final, no dia 19, sábado, contra o vencedor da partida entre Boca Juniors e Instituto Córdoba. Vencer hoje o Bauru garantiria a segunda colocação do NBB, e o jogo de terça contra o Franca viraria um amistoso.

E foi exatamente isso que os comandados do técnico Sérgio Hernandez fizeram. O Flamengo foi ao ginásio Panela de Pressão e venceu o time da casa por 88 a 84. O jogo, que marcava a partida número 600 dos bauruenses, era crucial para ambos os times. O Bauru precisava vencer para se desgarrar do complicado grupo que vai do 4º ao 7º colocado no NBB — times com 16 vitórias — e chegar ao decisivo jogo de quinta-feira contra o Vasco com menos pressão. Não deu para o time de Alex. O Flamengo foi melhor, mesmo quando esteve em situações complicadas na partida. O time do armador Alexey Borges manteve o controle.

Novamente, Alexey foi o destaque, com 25 pontos e 7 assistências. Shaq Johnson esteve bem (16 pontos), mas deu um susto na torcida rubro-negra ao errar dois lances livres com 17 segundos restantes, com o placar em 87 a 84 para o Flamengo. Jonathan Luz foi fundamental e pegou o rebote que decidiu a partida. Pelo lado do Bauru, o time teve Andrezão como principal arma. Alex (8 pontos) e Brite (12 pontos) estiveram bem apagados.

Nem tudo são boas notícias para o Flamengo de Sérgio Hernandez. Mais uma vez, a defesa do time não conseguiu parar o pivô adversário. Isso já havia acontecido contra Brunão, do Paulistano (lembre aqui), e hoje, contra o Bauru, com Andrezão (23 pontos, 13 rebotes e 6 assistências). O Flamengo encara agora Wesley, do Franca, que já deu trabalho na final do NBB no ano passado. Ponto total de atenção aqui para os rubro-negros.

Como o jogo de terça virou um “amistoso de luxo”, o Flamengo tem que fugir das armadilhas de um jogo como esse. Sair de Franca com um resultado acachapante pode influenciar nos humores da torcida para o jogo de sexta, a semifinal da BCLA. E o Flamengo vai precisar de cada um dos seus torcedores para vencer o Franca na sexta.

Por enquanto, o adversário do Flamengo nos playoffs do NBB é o Caxias. O time do Sul ainda tem dois jogos a disputar (Corinthians e Pinheiros — 16 e 18 de abril), fora de casa.

O Flamengo de Sérgio Hernández

Oveja aponta o caminho do Flamengo contra o Brasília (Crédito: Matheus Maranhão / CAIXA Brasília Basquete @mmaranhaofoto)

Uma anedota corria entre a torcida do Flamengo que acompanha o time de basquete. Depois que o técnico Gustavo de Conti saiu do comando da equipe (leia aqui) e Sérgio Hernández assumiu, o time passou a ter momentos brilhantes… somente a partir do terceiro período (lembre dois exemplos aqui e aqui).

Não mais. O Flamengo foi dominante do início ao fim contra o bom time do Brasília, na noite de terça-feira (8), e venceu pelo placar de 88 a 79. Os mais de 6 mil torcedores que foram ao ginásio Nilson Nelson, no Planalto Central, viram uma atuação segura, com os armadores Alexey Borges e Franco Balbi e o pivô Ruan Miranda se destacando dos dois lados da quadra.

Balbi – 17 pontos – teve atuação destacada (Crédito: Matheus Maranhão / CAIXA Brasília Basquete @mmaranhaofoto)

E não foi um jogo fácil. O Brasília tem um bom time, com jogadores como Anton Cook (23 pontos – 4/9 em arremessos de três pontos), Daniel Von Haydin (10 pontos) e um bom quarto período do veterano Nesbitt (15 pontos), e lutou até o final para virar o placar. Sua produção ofensiva cresceu muito nos dois últimos períodos, mas os comandados de “Oveja” respondiam a todas as corridas do time do Planalto Central com uma rápida cesta ou uma boa jogada defensiva. Neste quesito, não houve jogada mais impressionante que o toco aplicado por Ruan em Bonfim no terceiro período.

Cabe destacar aqui a noite iluminada de Franco Balbi. “El Mago” desfilou em quadra com arremessos certeiros e fechou com 17 pontos, uma de suas melhores marcas na temporada. Inclusive, a formação com os dois armadores em quadra, Alexey e Balbi, funcionou muito bem. Sejamos justos: todo o time funcionou. O segundo lugar no NBB está cada vez mais consolidado com essa quinta vitória consecutiva do Flamengo.

O toco de Ruan em Bonfim foi um dos grandes lances da partida (Crédito: Matheus Maranhão / CAIXA Brasília Basquete @mmaranhaofoto)

Essa vitória traz esperança para a torcida rubro-negra. O time ainda tem dois compromissos pelo NBB — Bauru no domingo e Franca na próxima terça (15) — e o Final Four da BCLA nos dias 18 e 19. Talvez, agora, o time finalmente tenha encontrado sua identidade, como Sérgio Hernández tanto pediu, e possa fechar a próxima semana com um título internacional em casa.

Melhores momentos aqui:


Destaques:

Flamengo
Ruan Miranda – 17 pontos, 7 rebotes
Franco Balbi – 17 pontos

Brasília
Anton Cook – 23 pontos
Nesbitt – 15 pontos
Daniel Von Haydin – 10 pontos


Flamengo e Brasília foi um dos melhores jogos desta 17ª edição do NBB. Em todos os sentidos. Tivemos um Bom jogo e competitivo, público compareceu e as imagens da transmissão estavam ótimas.

Oscilando até o Fim

Franco Balbi ataca a cesta na vitória contra o Paulistano (Crédito: Paula Reis/CRF)

O Rio de Janeiro se despediu da temporada regular do NBB 17 na manhã deste domingo, dia 6 de abril, com a partida entre Flamengo e Paulistano. Um domingo de outono, chuvoso e com jogo no Maracanã do Fluminense à tarde.

Foram 794 espectadores para ver um Flamengo que, ainda em busca de uma identidade, tenta se encontrar em meio à reta final. “Ainda estamos nos adaptando com o Sérgio (Hernandez – atual técnico do Flamengo). Foi uma mudança muito drástica. Uns jogos vamos bem, outros bem mais ou menos”, comentou um sincero Jonathan Luz na saída da partida.

E é exatamente isso. O Flamengo não oscila somente em alguns jogos — o time oscila em todos. O roteiro parece sempre o mesmo: começa mal, com dois primeiros quartos bem abaixo, faz um terceiro quarto muito bom e deixa o adversário “chegar” nos momentos finais do último período. Nada muito diferente do que se viu na vitória de hoje sobre o Paulistano: 70 a 63.

Foi a quarta vitória seguida do time, que agora parte para três partidas complicadas: enfrenta o Brasília (terça às 20h30), Bauru (domingo, dia 13) e fecha a temporada regular contra o Franca, no dia 15.
Depois, vem o Final Four da BCLA nos dias 18 e 19 — e há uma novela aqui, já que teremos Flamengo e Vasco no Maracanã nesse mesmo fim de semana. Aguardemos os próximos capítulos.

O Flamengo começou errando demais — foram 6 erros só no primeiro período — e viu o pivô Brunão, destaque absoluto da partida, dominar o garrafão e os rebotes dos dois lados da quadra. O Paulistano aplicava uma defesa forte e, se tivesse Kevin Crescenzi em um dia melhor nas finalizações, poderia ter complicado ainda mais o jogo.

Falando em pontuação, Shaq Johnson voltou a ter uma atuação abaixo: 1/4 nos arremessos de quadra e errou os 3 de três pontos. Foram dois períodos muito abaixo do Flamengo. E o que isso significa? Períodos abaixo do armador Alexey Borges. Quando Alexey não está bem, o time empaca.

Como tem sido frequente, no terceiro período a história mudou de figura. Alexey marcou nove pontos e o Paulistano começou a ter dificuldades na conversão dos arremessos. No quarto período, o Flamengo chegou a abrir uma vantagem confortável de 8 pontos, quando, mais uma vez, viu o adversário encostar no placar com apenas 3 minutos por jogar.
Desta vez, porém, o susto foi menor, e o Flamengo conseguiu administrar o resultado até o fim: vitória por 70 a 63.


Destaques da Partida

Flamengo:
Jordan Williams – 16 pontos
Alexey Borges – 13 pontos

Paulistano:
Brunão – 17 pontos / 20 rebotes

Na marra, no grito e no coração: Botafogo vence São Paulo no sufoco

O clima no ginásio Oscar Zelaya era de despedida. O Botafogo vinha de uma derrota sofrida na quinta-feira, 4 de abril, contra o Paulistano (85 a 64), que jogou um balde de água fria nas chances da equipe de alcançar os playoffs. O adversário da vez também chegou ao jogo “lambendo feridas”. No mesmo dia do confronto entre Botafogo e Paulistano, o São Paulo, comandado pelo técnico Guerrinha, sofreu uma derrota centenária para o Flamengo: 105 a 86. Para muitos, este seria o último jogo do time alvinegro em seu ginásio — e o resultado esperado era o mesmo: uma nova derrota.

Para alegria dos 345 presentes em General Severiano, o Botafogo repetiu a história e venceu o São Paulo nos momentos finais, como aconteceu no NBB 16. Não foi tão dramático quanto os 6 pontos de Thorton (que falta ele faz a este time de hoje) nos últimos segundos da partida de 2024. Mas foi dramático. Afinal, estamos falando de Botafogo e São Paulo — times que, neste NBB 17, têm se especializado em dar sustos em seus torcedores.

Vamos ao jogo. O Botafogo soube impor seu jogo físico com Matias e Alcassa, castigando o São Paulo. O único jogador do Tricolor que tentava equilibrar a força dos donos da casa era o pivô Ansaloni — que acabou com um curativo no rosto após mais um encontrão com o pivozão Matias. Com a fisicalidade em alta, o Botafogo venceu o primeiro período por 25 a 19. O estrago só não foi maior porque o armador Ricardo Fischer, do São Paulo, acertou duas bolas de três e deu uma bela assistência para Bennett.

No segundo quarto, o Botafogo começou a cair fisicamente. Era a brecha que o São Paulo precisava — e o time tricolor encostou no placar. Ajudou também a reação a falta técnica cometida pelo armador Matheusinho, do Botafogo. O técnico Sebá Figueredo não teve escolha e mandou seu “coringa” para o banco. Os times desceram para o intervalo com o Alvinegro ainda à frente: 52 a 44.

O terceiro e o quarto períodos foram bem parecidos. O São Paulo cometeu erros — foram nove desperdícios de bola nos dois últimos quartos — e o Botafogo soube aproveitar. O jogo foi empatado em 85 a 85 após um belo floater de Ricardo Fischer. Com 7 segundos no relógio, Matheusinho (18 pontos) sofreu falta e foi para a linha dos lances livres. Acertou um dos dois. Em jogada armada por Guerrinha, André Góes teve a chance da vitória no estouro do cronômetro, mas errou a bola de três.

Placar final: Botafogo 86 x 85 São Paulo.

O Botafogo ocupa agora a 17ª colocação, com 9 vitórias — uma a menos que o Mogi. O Fogão tem uma sequência duríssima pela frente, enfrentando Minas, Franca e Bauru. Precisa vencer alguns desses confrontos para manter viva a chance de chegar aos playoffs.


Já o São Paulo caiu para uma incomoda 14ª posição e tem dois jogos complicados pela frente: o líder Minas e o Brasília.