Gui Deodato foi uma das chaves da vitória do Flamengo sobre o Corinthians (crédito: Beto Miller)
Flamengo, você troca a vitória no jogo 4 e uma semana de descanso por um complicado jogo 5, cercado de pressão?” Para alívio da torcida rubro-negra, a resposta foi: “Não!” Em jogo disputado no domingo, 18 de maio, às 10 da manhã (?!?!), o Flamengo venceu o Corinthians por 80 a 78, fez 3 a 1 na série e avançou para as semifinais do NBB 24/25.
Como na brincadeira matutina de Silvio Santos, foi com emoção que o Flamengo passou. Como tem sido hábito nestes playoffs, o time de Sérgio Hernández teve uma excelente atuação fora de casa. Corrigindo: excelente nos dois primeiros períodos (24 a 23 no primeiro e 24 a 15 no segundo). Com Gui Deodato bem nessa parte do jogo (fez 14 dos seus 18 pontos), o Flamengo foi para o intervalo vencendo por 16 pontos.
O Corinthians, que vinha fazendo um playoff muito bom, sentiu demais no segundo quarto e saiu para o intervalo com nuvens nebulosas sobre a cabeça. O cenário realmente não era bom para o Timão. A defesa do Flamengo limitou o time a 15 pontos no segundo quarto, e Elinho, seu principal jogador, teve uma manhã complicada (2/8 nos arremessos de quadra e 0/3 nas bolas de três).
Bastou o Alvinegro aumentar a intensidade para que o volume de ataque do Flamengo desaparecesse — e com ele, a vantagem de 16 pontos. Os quase 1.800 torcedores presentes no ginásio Wlamir Marques foram à loucura.
Alexey marcou a cesta que decretou a vitória do Fla (crédito: Beto Miller)
Quando o jogo chegou aos finalmentes e o aro ficou pequeno, o Flamengo entregou a bola ao seu melhor jogador: Alexey Borges. Após atuações bem abaixo nos jogos 2 e 3 — incluindo um jogo 2 em que saiu zerado —, o armador resolveu a partida com mais uma bela penetração, marcando a cesta que decretou o placar final de 80 a 78 e carimbou a passagem para as semifinais.
Até o momento, Brite, do Bauru, é o nome mais cotado para MVP da temporada. Faz sentido, pela constância do armador. Mas, desde que Alexey superou as lesões que o incomodaram no começo da temporada e do Super 8, o armador do Flamengo merece estar nessa conversa.
Sobre o Corinthians, o time precisa dar um descanso a Elinho. Ele é o motor da equipe, mas precisa respirar durante as partidas — e o elenco não conta com outro jogador capaz de manter o ritmo quando ele sai de quadra. Outro ponto importante: times de camisa precisam de um grande momento para consolidar um projeto de basquete. O Botafogo tem a Sul-Americana e o quarto lugar de 2019; o São Paulo tem a BCLA, o Super 8 e o time de Caboclo e Marquinhos em 2021. E o Corinthians? Se vencesse hoje e a série, o Timão estaria entre os quatro primeiros, com vaga na Sul-Americana ou na BCLA, e ainda teria uma vitória sobre o Fla para “levar” para a próxima temporada. Arrisco dizer: até o Corinthians ter esse momento, o projeto não vai empolgar. Está no caminho certo com a boa comissão técnica de Jece Leite. Falta pouco — mas paciência é um luxo que time de camisa não tem.
No oscilante Flamengo, a boa notícia é a consistente participação de Shaq Johnson Sr. Ele teve média de 15,5 pontos na série contra o Corinthians — fundamentais para essa passagem à semifinal.
Já na outra partida do dia, o Franca ouviu a mesma proposta do “Silvio” e mandou um sonoro “SIM”. O campeão do NBB tropeça nas suas cansadas pernas e perde o jogo 4 para o Pinheiros por 72 a 66. Os francanos decidem em casa o jogo 5, mas… não sei, não…
Destaques do Flamengo: Alexey – 15 pontos / 6 assistências
Os playoffs do NBB estão prestes a começar, e aqui no Nas Quadras não poderíamos deixar passar batido esse momento decisivo da temporada. Para comentar os confrontos, recebi no nosso podcast o Gabriel Barros, do perfil Basquete Pelo Mundo (https://www.instagram.com/basquete_pelomundo/). Juntos, analisamos os destaques, as decepções e, claro, projetamos o que vem por aí no mata-mata. Confira aqui
Um formato simples e direto
O NBB tem uma fórmula acessível: 18 equipes disputam a temporada regular, e 16 se classificam para os playoffs. O primeiro enfrenta o 16º, o segundo pega o 15º, e assim por diante. A expectativa, como sempre, é de muita emoção — mesmo com alguns confrontos aparentemente desequilibrados.
O Botafogo de Matheusinho ficou fora dos playoffs (CRÉDITO DA FOTO: @Foto_WallaceLima / BFR)
Infelizmente para o basquete carioca, o Botafogo (17º) ficou de fora da fase final. A dura verdade é que o Botafogo se desclassificou em janeiro, com derrotas para Caxias, União Corinthians e Unifacisa. Foi uma temporada de poucos momentos de brilho para o alvinegro, que agora observa de fora a reta final. Sinal amarelo para o time alvinegro.
Surpresas e decepções da temporada regular
Tivemos duas boas surpresas do campeonato: Brasília e União Corinthians. Comandado por Dedé Barbosa, o Brasília foi além das expectativas e terminou em quarto lugar geral. Ponto para o competente técnico Dedé e coordenador Fúlvio. Já o União Corinthians começou bem, mas caiu de rendimento. Apesar disso, devido aos chaveamentos, são equipes que podem surpreender na pós-temporada.O Brasília (4º) joga com o São Paulo(13º) e o União Corinthians (7º) com o Corinthians(10º)
O São Paulo de Ricardo Fischer teve uma temporada atibulada
No outro extremo, os times de “camisa” decepcionaram. Tirando o Flamengo, times de camisa como São Paulo (13º), Fortaleza(18º), Vasco(8º) e o próprio Corinthians(10º) não corresponderam. O São Paulo, por exemplo, começou bem, mas sofreu com lesões (como as de Fischer, Coelho e Faverani) e terminou a temporada em crise, com a saída do técnico Guerrinha.
O Vasco, que vinha de um quarto lugar na temporada passada, terminou em oitavo após uma campanha marcada por altos e baixos, com vitórias inesperadas (como contra o Minas) e tropeços improváveis (como contra o Mogi).
Séries para ficar de olho
Minas X Mogi: o favorito que ainda precisa provar
Líder da temporada regular, o Minas enfrentará o Mogi, 16º colocado. Em teoria, um confronto fácil. Mas, como lembrou Gabriel, “basquete é basquete” — se o Minas vacilar, pode sim perder jogo. Ainda assim, é o favorito disparado.
O questionamento é se o Minas conseguirá transformar o domínio da temporada regular em título. A equipe já bateu na trave em outras competições: foi vice no Super 8 e caiu nas quartas da BCLA. E mais uma vez, paira no ar o rumor: será esse o último ano do técnico Léo Costa?
Palpite da mesa: Minas 3 x0
Franca X Pato Basquete: clima estranho e pressão por resultado
O atual tricampeão Franca não vive seu melhor momento. Apesar de ter terminado em 3º, o time começou mal a temporada, sofreu derrotas pesadas (inclusive para o Flamengo na BCLA) e convive com um clima interno estranho.
Lucas Dias, principal nome da equipe, deu uma entrevista forte à Globo após a derrota na semifinal da BCLA: “Foi uma vergonha”. No mesmo jogo, o nervosismo da equipe ficou evidente — Lucas chegou a se irritar com uma jogada individual do Georginho, pedindo a bola desesperadamente.
Nos bastidores, o silêncio dos jogadores pós-jogo chamou atenção. Saíram rapidamente, evitando entrevistas. Apenas Didi e Wesley, com vínculos pessoais no Rio de Janeiro, falaram com a imprensa.
A saída de Jhonatan, líder silencioso dentro e fora de quadra, pode ter pesado mais do que o esperado. O Franca ainda tem elenco para chegar longe, mas precisa virar a chave — como fez no ano passado, após uma vitória sobre o Brasília, que mudou o rumo da temporada.
Falando um pouco do Pato Basquete, jogando em casa, no ginásio em Pato Branco, o time costuma crescer. A torcida próxima da quadra e o clima quase de caldeirão fazem do Pato um adversário duro, mesmo para gigantes como Franca.
Palpite da mesa: Franca 3 x 1
Cariocas nos Playoffs
Vasco x São José: duelo equilibrado e a despedida de Marquinhos
O Vasco conta com Marquinhos para os playoffs (Andrews Clayton/Bauru Basket)
O Vasco terminou a temporada regular em oitavo lugar e vai enfrentar o São José, nono colocado. Ou seja, confronto direto, equilibrado, que tem tudo para ir longe na série. O São José é treinado por Régis Marrelli, um dos grandes nomes da beira da quadra no Brasil.
Porém, todo o foco está em Marquinhos. O ala do Vasco está em sua “turnê de despedida”, o que gera uma pressão extra. O discurso é sempre de que jogador profissional tem que lidar com isso, mas na prática, é diferente. Cada jogo pode ser o último, e isso mexe com o emocional do elenco.
Se Paulichi, um dos principais nomes do time, não entrega sua média de pontos, por exemplo, será que ele pode sentir o peso de não ter ajudado a manter o ídolo em quadra por mais uma rodada. O mesmo vale para o Jamaal, que tem experiência, mas vem jogando no sacrifício após uma pancada no joelho.
Outro fator importante é o técnico Léo Figueiró. Ele costuma blindar o elenco, tenta manter a calma do grupo, mas sabe que esse clima da despedida pode virar tanto motivação quanto obstáculo.
Além disso, o chaveamento não ajudou. Se passarem pelo São José, o próximo adversário é o Minas — uma das potências da liga. Em compensação, o cruzamento com o Flamengo foi evitado, o que é sempre um alívio para o Vasco, principalmente por conta da pressão externa que uma derrota para o rival sempre gera dentro do clube.
O projeto do basquete vascaíno está em um ponto de virada. Com a aposentadoria do Marquinhos, os playoffs deste ano devem dar pistas do que esperar do time em 2025 e 2026.
Palpite da mesa: Vasco 3 x2
Flamengo x Caxias: um favorito sem pressão
De um lado, um time veterano com bons nomes e muita experiência, como Shamell, Larry Taylor e Betinho. Do outro, o campeão da BCLA, campeão do Super 8, e um dos times que encontrou uma leveza neste momento do campeonato: o Flamengo.
Jhonatan e Alexey são uns dos líderes deste “novo” Fla (Hermes de Paula / CRF)
Os destaques são muitos: Gui Deodato está voando, até nas bolas contestadas. Jordan Williams e Shaq Johnson melhoraram muito na defesa. E Alexey… que fase! O armador, que já era bom, cresceu de forma absurda na segunda metade da temporada. MVP da BCLA, peça fundamental, leitura de jogo refinada, e agora até as bolas de três estão caindo.
O que mudou? A leveza. O time está mais solto, sem a pressão que rondava o projeto. Ganhar a BCLA tirou um peso enorme das costas da equipe e do clube. Hoje, o Flamengo joga por desejo, não por obrigação — o que torna o time ainda mais perigoso.
Palpite: Flamengo 3×0
📅 Confira as datas, horários e transmissões de cada série:
🏀 KTO/Minas (1º) x Desk Manager Mogi Basquete (16º)
Jogo 1: 26/04 (Sábado), 18h – Prof. Hugo Ramos 📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 2: 29/04 (Terça), 19h – Arena UniBH 📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 3: 01/05 (Quinta), 18h – Arena UniBH 📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 4 (se necessário): 04/05 (Domingo), 11h – Prof. Hugo Ramos 📺 A definir
Jogo 5 (se necessário): 07/05 (Quarta), 19h – Arena UniBH 📺 A definir
🏀 R10 Score Vasco da Gama (8º) x São José (9º)
Jogo 1: 23/04 (Quarta), 19h30 – Farma Conde Arena 📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 2: 26/04 (Sábado), 17h – São Januário 📺 TV Cultura, YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 3: 28/04 (Segunda), 19h30 – São Januário 📺 UOL, YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 4 (se necessário): 02/05 (Sexta), 19h30 – Farma Conde Arena 📺 A definir
Jogo 5 (se necessário): 05/05 (Segunda), 19h30 – São Januário 📺 A definir
🏀 CAIXA/Brasília (4º) x São Paulo (13º)
Jogo 1: 24/04 (Quinta), 20h – MorumBis 📺 Dois Por Cento TV, NBB BasquetPass
Jogo 2: 28/04 (Segunda), 20h – Arena BRB/Nilson Nelson 📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 3: 30/04 (Quarta), 20h – Arena BRB/Nilson Nelson 📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 4 (se necessário): 03/05 (Sábado), horário a definir – MorumBis
Jogo 5 (se necessário): 06/05 (Terça), 20h – Arena BRB/Nilson Nelson 📺 A definir
🏀 Bauru Basket (5º) x Paulistano/CORPe (12º)
Jogo 1: 22/04 (Terça), 20h15 – Gin. Antonio Prado Jr. 📺 ESPN
Jogo 2: 25/04 (Sexta), 19h30 – Panela de Pressão 📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 3: 27/04 (Domingo), 18h – Panela de Pressão 📺 YouTube do NBB, NBB BasquetPass
Jogo 4 (se necessário): 30/04 (Quarta), 19h30 – Gin. Antonio Prado Jr.
Jogo 5 (se necessário): 03/05 (Sábado), 18h – Panela de Pressão 📺 A definir
🏀 Flamengo (2º) x Caxias do Sul (15º)
Jogo 1: 23/04 (Quarta), 20h30 – Ginásio do Sesi 📺 Sportv
Jogo 2: 27/04 (Domingo), 11h – Tijuca TC 📺 Sportv
Jogo 3: 29/04 (Terça), 20h – Tijuca TC 📺 Sportv
Jogo 4 (se necessário): 02/05 (Sexta), 20h – Ginásio do Sesi
Foto 1: Shaq Johnson do Flamengo é marcado por Mogi do Bauru(Crédito: Andrews Clayton/Bauru Basket)
A semana é decisiva para o Flamengo. O time da Gávea encara duas vezes o arquirrival Sesi-Franca: uma pelo NBB, no dia 15, terça-feira, e outra pela semifinal da Basketball Champions League Américas, na sexta, dia 18. Isso para tentar a vaga na grande final, no dia 19, sábado, contra o vencedor da partida entre Boca Juniors e Instituto Córdoba. Vencer hoje o Bauru garantiria a segunda colocação do NBB, e o jogo de terça contra o Franca viraria um amistoso.
E foi exatamente isso que os comandados do técnico Sérgio Hernandez fizeram. O Flamengo foi ao ginásio Panela de Pressão e venceu o time da casa por 88 a 84. O jogo, que marcava a partida número 600 dos bauruenses, era crucial para ambos os times. O Bauru precisava vencer para se desgarrar do complicado grupo que vai do 4º ao 7º colocado no NBB — times com 16 vitórias — e chegar ao decisivo jogo de quinta-feira contra o Vasco com menos pressão. Não deu para o time de Alex. O Flamengo foi melhor, mesmo quando esteve em situações complicadas na partida. O time do armador Alexey Borges manteve o controle.
Novamente, Alexey foi o destaque, com 25 pontos e 7 assistências. Shaq Johnson esteve bem (16 pontos), mas deu um susto na torcida rubro-negra ao errar dois lances livres com 17 segundos restantes, com o placar em 87 a 84 para o Flamengo. Jonathan Luz foi fundamental e pegou o rebote que decidiu a partida. Pelo lado do Bauru, o time teve Andrezão como principal arma. Alex (8 pontos) e Brite (12 pontos) estiveram bem apagados.
Nem tudo são boas notícias para o Flamengo de Sérgio Hernandez. Mais uma vez, a defesa do time não conseguiu parar o pivô adversário. Isso já havia acontecido contra Brunão, do Paulistano (lembre aqui), e hoje, contra o Bauru, com Andrezão (23 pontos, 13 rebotes e 6 assistências). O Flamengo encara agora Wesley, do Franca, que já deu trabalho na final do NBB no ano passado. Ponto total de atenção aqui para os rubro-negros.
Como o jogo de terça virou um “amistoso de luxo”, o Flamengo tem que fugir das armadilhas de um jogo como esse. Sair de Franca com um resultado acachapante pode influenciar nos humores da torcida para o jogo de sexta, a semifinal da BCLA. E o Flamengo vai precisar de cada um dos seus torcedores para vencer o Franca na sexta.
Por enquanto, o adversário do Flamengo nos playoffs do NBB é o Caxias. O time do Sul ainda tem dois jogos a disputar (Corinthians e Pinheiros — 16 e 18 de abril), fora de casa.
Oveja aponta o caminho do Flamengo contra o Brasília (Crédito: Matheus Maranhão / CAIXA Brasília Basquete @mmaranhaofoto)
Uma anedota corria entre a torcida do Flamengo que acompanha o time de basquete. Depois que o técnico Gustavo de Conti saiu do comando da equipe (leia aqui) e Sérgio Hernández assumiu, o time passou a ter momentos brilhantes… somente a partir do terceiro período (lembre dois exemplos aqui e aqui).
Não mais. O Flamengo foi dominante do início ao fim contra o bom time do Brasília, na noite de terça-feira (8), e venceu pelo placar de 88 a 79. Os mais de 6 mil torcedores que foram ao ginásio Nilson Nelson, no Planalto Central, viram uma atuação segura, com os armadores Alexey Borges e Franco Balbi e o pivô Ruan Miranda se destacando dos dois lados da quadra.
Balbi – 17 pontos – teve atuação destacada (Crédito: Matheus Maranhão / CAIXA Brasília Basquete @mmaranhaofoto)
E não foi um jogo fácil. O Brasília tem um bom time, com jogadores como Anton Cook (23 pontos – 4/9 em arremessos de três pontos), Daniel Von Haydin (10 pontos) e um bom quarto período do veterano Nesbitt (15 pontos), e lutou até o final para virar o placar. Sua produção ofensiva cresceu muito nos dois últimos períodos, mas os comandados de “Oveja” respondiam a todas as corridas do time do Planalto Central com uma rápida cesta ou uma boa jogada defensiva. Neste quesito, não houve jogada mais impressionante que o toco aplicado por Ruan em Bonfim no terceiro período.
Cabe destacar aqui a noite iluminada de Franco Balbi. “El Mago” desfilou em quadra com arremessos certeiros e fechou com 17 pontos, uma de suas melhores marcas na temporada. Inclusive, a formação com os dois armadores em quadra, Alexey e Balbi, funcionou muito bem. Sejamos justos: todo o time funcionou. O segundo lugar no NBB está cada vez mais consolidado com essa quinta vitória consecutiva do Flamengo.
O toco de Ruan em Bonfim foi um dos grandes lances da partida (Crédito: Matheus Maranhão / CAIXA Brasília Basquete @mmaranhaofoto)
Essa vitória traz esperança para a torcida rubro-negra. O time ainda tem dois compromissos pelo NBB — Bauru no domingo e Franca na próxima terça (15) — e o Final Four da BCLA nos dias 18 e 19. Talvez, agora, o time finalmente tenha encontrado sua identidade, como Sérgio Hernández tanto pediu, e possa fechar a próxima semana com um título internacional em casa.
Melhores momentos aqui:
Destaques:
Flamengo Ruan Miranda – 17 pontos, 7 rebotes Franco Balbi – 17 pontos
Brasília Anton Cook – 23 pontos Nesbitt – 15 pontos Daniel Von Haydin – 10 pontos
Flamengo e Brasília foi um dos melhores jogos desta 17ª edição do NBB. Em todos os sentidos. Tivemos um Bom jogo e competitivo, público compareceu e as imagens da transmissão estavam ótimas.
Franco Balbi ataca a cesta na vitória contra o Paulistano (Crédito: Paula Reis/CRF)
O Rio de Janeiro se despediu da temporada regular do NBB 17 na manhã deste domingo, dia 6 de abril, com a partida entre Flamengo e Paulistano. Um domingo de outono, chuvoso e com jogo no Maracanã do Fluminense à tarde.
Foram 794 espectadores para ver um Flamengo que, ainda em busca de uma identidade, tenta se encontrar em meio à reta final. “Ainda estamos nos adaptando com o Sérgio (Hernandez – atual técnico do Flamengo). Foi uma mudança muito drástica. Uns jogos vamos bem, outros bem mais ou menos”, comentou um sincero Jonathan Luz na saída da partida.
E é exatamente isso. O Flamengo não oscila somente em alguns jogos — o time oscila em todos. O roteiro parece sempre o mesmo: começa mal, com dois primeiros quartos bem abaixo, faz um terceiro quarto muito bom e deixa o adversário “chegar” nos momentos finais do último período. Nada muito diferente do que se viu na vitória de hoje sobre o Paulistano: 70 a 63.
Foi a quarta vitória seguida do time, que agora parte para três partidas complicadas: enfrenta o Brasília (terça às 20h30), Bauru (domingo, dia 13) e fecha a temporada regular contra o Franca, no dia 15. Depois, vem o Final Four da BCLA nos dias 18 e 19 — e há uma novela aqui, já que teremos Flamengo e Vasco no Maracanã nesse mesmo fim de semana. Aguardemos os próximos capítulos.
O Flamengo começou errando demais — foram 6 erros só no primeiro período — e viu o pivô Brunão, destaque absoluto da partida, dominar o garrafão e os rebotes dos dois lados da quadra. O Paulistano aplicava uma defesa forte e, se tivesse Kevin Crescenzi em um dia melhor nas finalizações, poderia ter complicado ainda mais o jogo.
Falando em pontuação, Shaq Johnson voltou a ter uma atuação abaixo: 1/4 nos arremessos de quadra e errou os 3 de três pontos. Foram dois períodos muito abaixo do Flamengo. E o que isso significa? Períodos abaixo do armador Alexey Borges. Quando Alexey não está bem, o time empaca.
Como tem sido frequente, no terceiro período a história mudou de figura. Alexey marcou nove pontos e o Paulistano começou a ter dificuldades na conversão dos arremessos. No quarto período, o Flamengo chegou a abrir uma vantagem confortável de 8 pontos, quando, mais uma vez, viu o adversário encostar no placar com apenas 3 minutos por jogar. Desta vez, porém, o susto foi menor, e o Flamengo conseguiu administrar o resultado até o fim: vitória por 70 a 63.
Destaques da Partida
Flamengo: Jordan Williams – 16 pontos Alexey Borges – 13 pontos
O clima no ginásio Oscar Zelaya era de despedida. O Botafogo vinha de uma derrota sofrida na quinta-feira, 4 de abril, contra o Paulistano (85 a 64), que jogou um balde de água fria nas chances da equipe de alcançar os playoffs. O adversário da vez também chegou ao jogo “lambendo feridas”. No mesmo dia do confronto entre Botafogo e Paulistano, o São Paulo, comandado pelo técnico Guerrinha, sofreu uma derrota centenária para o Flamengo: 105 a 86. Para muitos, este seria o último jogo do time alvinegro em seu ginásio — e o resultado esperado era o mesmo: uma nova derrota.
Para alegria dos 345 presentes em General Severiano, o Botafogo repetiu a história e venceu o São Paulo nos momentos finais, como aconteceu no NBB 16. Não foi tão dramático quanto os 6 pontos de Thorton (que falta ele faz a este time de hoje) nos últimos segundos da partida de 2024. Mas foi dramático. Afinal, estamos falando de Botafogo e São Paulo — times que, neste NBB 17, têm se especializado em dar sustos em seus torcedores.
Vamos ao jogo. O Botafogo soube impor seu jogo físico com Matias e Alcassa, castigando o São Paulo. O único jogador do Tricolor que tentava equilibrar a força dos donos da casa era o pivô Ansaloni — que acabou com um curativo no rosto após mais um encontrão com o pivozão Matias. Com a fisicalidade em alta, o Botafogo venceu o primeiro período por 25 a 19. O estrago só não foi maior porque o armador Ricardo Fischer, do São Paulo, acertou duas bolas de três e deu uma bela assistência para Bennett.
No segundo quarto, o Botafogo começou a cair fisicamente. Era a brecha que o São Paulo precisava — e o time tricolor encostou no placar. Ajudou também a reação a falta técnica cometida pelo armador Matheusinho, do Botafogo. O técnico Sebá Figueredo não teve escolha e mandou seu “coringa” para o banco. Os times desceram para o intervalo com o Alvinegro ainda à frente: 52 a 44.
O terceiro e o quarto períodos foram bem parecidos. O São Paulo cometeu erros — foram nove desperdícios de bola nos dois últimos quartos — e o Botafogo soube aproveitar. O jogo foi empatado em 85 a 85 após um belo floater de Ricardo Fischer. Com 7 segundos no relógio, Matheusinho (18 pontos) sofreu falta e foi para a linha dos lances livres. Acertou um dos dois. Em jogada armada por Guerrinha, André Góes teve a chance da vitória no estouro do cronômetro, mas errou a bola de três.
Placar final: Botafogo 86 x 85 São Paulo.
O Botafogo ocupa agora a 17ª colocação, com 9 vitórias — uma a menos que o Mogi. O Fogão tem uma sequência duríssima pela frente, enfrentando Minas, Franca e Bauru. Precisa vencer alguns desses confrontos para manter viva a chance de chegar aos playoffs.
Já o São Paulo caiu para uma incomoda 14ª posição e tem dois jogos complicados pela frente: o líder Minas e o Brasília.