
Flamengo e Botafogo se enfrentaram no último sábado (29) pelo returno do NBB 17, em uma partida que refletiu com precisão o momento de cada equipe na competição. Enquanto o Botafogo tenta extrair o máximo do talento disponível em quadra, o Flamengo continua apresentando dificuldades no início das partidas. Os times parecem seguir uma fórmula pré-definida.
Não há como esperar grandes mudanças neste momento da temporada. Estamos nos aproximando dos playoffs do NBB e do Final Four da BCLA. As surpresas e ajustes típicos de temporada regular já ocorreram — ou não, como é o caso do Botafogo. Infelizmente, para o torcedor alvinegro, a classificação para os playoffs ficou bastante complicada. A situação é preocupante. O Fogão tem uma tabela dificílima: joga em casa contra Paulistano e São Paulo e encerra a temporada regular enfrentando apenas Franca, Minas e Bauru. Para se classificar, o time precisa vencer, no mínimo, os dois confrontos em casa e torcer por tropeços de Mogi e Caxias. É possível, mas o Botafogo costuma se perder em momentos-chave, como aconteceu na partida contra o Flamengo.
Já o Flamengo enfrenta uma crise de identidade. O time ainda não assimilou completamente o estilo do técnico Sérgio “Oveja” Hernández e parece sentir a sombra de Gustavo de Conti em sua mentalidade. A defesa, um dos pilares da equipe, teve uma queda visível de rendimento. Um exemplo claro foi a partida de sábado contra o Fogão: o rubro-negro sofreu 26 pontos logo no primeiro período. Contra Vasco e Botafogo, o Flamengo conseguiu virar o jogo, mas diante de adversários mais fortes, como o Minas, acabou sendo derrotado de maneira acachapante (94 a 70). O alerta amarelo está ligado na Gávea.
Os dois primeiros quartos só não foram uma tragédia completa para o Flamengo porque Shaq Johnson Sr., o melhor jogador em quadra, estava inspirado. Foram 15 pontos, com 4/5 nos arremessos de três pontos, fundamentais para manter o time na partida. No caminho para o vestiário, a equipe sabia que não estava com a intensidade necessária — tanto que demorou a retornar para a quadra no terceiro período.
Mesmo com uma melhora no início do quarto, o Botafogo, liderado por Matheusinho, seguiu incomodando o Flamengo, que teve uma atuação discreta de seu melhor jogador, o armador Alexey Borges (4 pontos e 8 assistências). As equipes entraram no último período com uma vantagem de apenas dois pontos para o Flamengo: 63 a 61. Contudo, para poupar Matheusinho, o técnico Sebá Figueredo foi obrigado a tirá-lo no começo do quarto. A ausência de Matheusinho, somada a decisões questionáveis da arbitragem, resultou em um desastre. Em apenas cinco minutos, o Flamengo emplacou uma corrida de 19 pontos, com bolas de três de Siewert e Jordan Williams, praticamente selando a vitória.
Seguindo o roteiro já conhecido deste time do Fla, os jogadores pareciam ter dado a partida como ganha com 3:27 restantes no relógio. Bastou uma sequência de 8 pontos de Derrick para que os 690 torcedores do Fogão voltassem a acreditar em uma virada. Mas não foi suficiente. Final de jogo: Flamengo 92, Botafogo 85.
Destaques da Partida:
Flamengo:
Shaq Johnson Sr. – 23 pontos (5/6 tres pontos)
Botafogo:
Derrick – 19 pontos
Matheusinho – 19 Pontos
Bem-vindo a arbitragem do NBB, Oveja! A arbitragem do jogo conseguiu tirar o técnico do Flamengo do sério na tarde de ontem. No lance em questão, Matias, pivô do Botafogo, pegou um rebote e disputou com diversos jogadores do Fla. Bola Presa, voce diz. Não. Matias chegou a cair no chão, sem nenhum jogador do Fla tocar no Botafoguense e ficar uns bons 7 segundos deitado segurando a bola junto ao corpo. Ao perceber que o juizão não ia apitar os 3 segundos, Matias, espertamente, passou a bola. Na sequencia, Alexey recuperou e passou para Jordan Williams que perdeu a enterrada depois de um toque de Felipe Motta. Era tanta coisa para reclamar que Oveja enlouqueceu. E com razão.
Kaio Gonçalves exagerou na “pimenta”…
Uma diferença ficou clara entre o estilo de Oveja e Gustavo de Conti. No final da partida, uma jogada, no mínimo duvidosa, entre Balbi e Matheusinho foi considerada falta contra o Flamengo. Oveja olhou para a arbitragem, mostrou o movimento de Matheusinho e ponderou com “no,no”. De Conti, neste ponto, iria até o final com uma longa discussão com a arbitragem.
Acompanhe aqui, as exclusivas pós-jogo com Matheusinho do Botafogo: